Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite
Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.
"Eu te louvarei, ó Senhor." — Salmo 9:1
O louvor deve sempre seguir-se à oração respondida; como a névoa da gratidão da terra sobe quando o sol do amor do céu aquece a terra. O Senhor teve misericórdia de ti e inclinou Seus ouvidos à voz da tua súplica? Então louve-O enquanto você viver. Deixe o fruto maduro cair sobre o solo fértil de onde tirou sua vida. Não negues uma canção Àquele que respondeu à tua oração e te concedeu o desejo do teu coração. Silenciar as misericórdias de Deus é incorrer na culpa da ingratidão; é agir tão vilmente como os nove leprosos, que depois de terem sido curados da lepra, não voltaram para dar graças ao Senhor que curou. Esquecer de louvar a Deus é recusar-nos a beneficiar-nos; pois o louvor, assim como a oração, é um grande meio de promover o crescimento da vida espiritual. Ajuda a remover os nossos fardos, a despertar a nossa esperança, a aumentar a nossa fé. É um exercício saudável e revigorante que acelera o pulso do crente e o anima para novos empreendimentos em sua vida. Serviço de mestre. Bendizer a Deus pelas misericórdias recebidas é também a forma de beneficiar nossos semelhantes; "os humildes ouvirão isso e se alegrarão." Outros que estiveram em circunstâncias semelhantes serão consolados se pudermos dizer: "Oh! engrandecei ao Senhor comigo, e exaltemos juntos o Seu nome; este pobre homem clamou, e o Senhor o ouviu." Os corações fracos serão fortalecidos e os santos abatidos serão reavivados ao ouvirem os nossos “cânticos de libertação”. Suas dúvidas e medos serão repreendidos, à medida que ensinamos e admoestamos uns aos outros em salmos, hinos e cânticos espirituais. Eles também “cantarão nos caminhos do Senhor”, quando nos ouvirem magnificar Seu santo nome. O louvor é o mais celestial dos deveres cristãos. Os anjos não oram, mas não cessam de louvar dia e noite; e os redimidos, vestidos com vestes brancas e com ramos de palmeira nas mãos, nunca se cansam de cantar o novo cântico: “Digno é o Cordeiro”.
— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público