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Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite

Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.

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"Portanto, desta maneira orai: Pai Nosso que estás nos céus, etc." — Mateus 6:9

Esta oração começa onde toda oração verdadeira deve começar, com o espírito de adoção, “Pai Nosso”. Não há oração aceitável até que possamos dizer: “Levantar-me-ei e irei para meu Pai”. Este espírito infantil logo percebe a grandeza do Pai "no céu" e ascende à adoração devota: "Santificado seja o Teu nome". A criança balbuciando: “Abba, Pai”, transforma-se no querubim clamando: “Santo, Santo, Santo”. Há apenas um passo da adoração arrebatadora para o brilhante espírito missionário, que é uma consequência segura do amor filial e da adoração reverente - "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu." A seguir segue a expressão sincera de dependência de Deus: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”. Sendo ainda mais iluminado pelo Espírito, ele descobre que não é apenas dependente, mas pecador, por isso implora por misericórdia: "Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores": e sendo perdoado, tendo a justiça de Cristo imputada e conhecendo sua aceitação por Deus, ele humildemente suplica por santa perseverança: "Não nos deixes cair em tentação". O homem que está realmente perdoado está ansioso para não ofender novamente; a posse da justificação leva a um desejo ansioso de santificação. “Perdoa-nos as nossas dívidas”, isso é justificação; “Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal”, isto é a santificação nas suas formas negativas e positivas. Como resultado de tudo isso, segue-se uma atribuição triunfante de louvor: “Teu é o reino, o poder e a glória, para todo o sempre, Amém”. Regozijamo-nos porque nosso Rei reina na providência e reinará na graça, desde o rio até os confins da terra, e de Seu domínio não haverá fim. Assim, desde um sentimento de adoção até a comunhão com nosso Senhor reinante, este breve modelo de oração conduz a alma. Senhor, ensina-nos assim a orar.

— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público