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Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite

Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.

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"Para que através da morte Ele pudesse destruir aquele que tinha o poder da morte." — Hebreus 2:14

Ó filho de Deus, a morte perdeu seu aguilhão porque o poder do diabo sobre ela foi destruído. Então pare de temer a morte. Peça graça a Deus, o Espírito Santo, para que, por um conhecimento íntimo e uma crença firme na morte de seu Redentor, você possa ser fortalecido para aquela hora terrível. Vivendo perto da cruz do Calvário, você pode pensar na morte com prazer e recebê-la com intenso deleite quando ela chega. É doce morrer no Senhor: é uma bênção da aliança dormir em Jesus. A morte não é mais um banimento, é um retorno do exílio, uma volta para casa, para as muitas mansões onde já moram os entes queridos. A distância entre os espíritos glorificados no céu e os santos militantes na terra parece grande; mas não é assim. Não estamos longe de casa – um momento nos levará até lá. A vela está aberta; a alma é lançada nas profundezas. Quanto tempo durará sua viagem? Quantos ventos cansativos deverão soprar sobre a vela antes que ela seja recife no porto da paz? Por quanto tempo essa alma será lançada sobre as ondas diante dela? vem para aquele mar que não conhece tempestade? Ouça a resposta: “Ausente do corpo, presente com o Senhor”. Seu navio acabou de partir, mas já está em seu porto. Apenas abriu a vela e estava lá. Como aquele navio antigo, no Lago da Galiléia, uma tempestade o sacudiu, mas Jesus disse: “Paz, aquieta-te”, e imediatamente ele pousou. Não pense que um longo período intervém entre o instante da morte e a eternidade da glória. Quando os olhos se fecham na terra, eles se abrem no céu. Os cavalos de fogo não ficam um instante na estrada. Então, ó filho de Deus, o que há para você temer na morte, visto que através da morte de seu Senhor sua maldição e aguilhão são destruídos? e agora é apenas uma escada de Jacó cujo pé está na sepultura escura, mas seu topo alcança a glória eterna.

— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público