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Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite

Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.

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"Eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo." — Mateus 27:51

Nenhum milagre foi realizado ao rasgar um véu tão forte e grosso; mas não pretendia ser apenas uma demonstração de poder - muitas lições nos foram ensinadas aqui. A velha lei de ordenanças foi posta de lado e, como uma vestimenta desgastada, rasgou-se e foi posta de lado. Quando Jesus morreu, os sacrifícios estavam todos consumados, porque todos foram cumpridos Nele e, portanto, o local de sua apresentação foi marcado com um sinal evidente de decadência. Essa fenda também revelou todas as coisas ocultas da antiga dispensação: o propiciatório agora podia ser visto, e a glória de Deus brilhava acima dele. Pela morte de nosso Senhor Jesus, temos uma revelação clara de Deus, pois Ele “não era como Moisés, que colocou um véu sobre o rosto”. A vida e a imortalidade são agora trazidas à luz, e as coisas que estiveram ocultas desde a fundação do mundo são manifestadas Nele. A cerimônia anual de expiação foi assim abolida. O sangue expiatório que era aspergido uma vez por ano dentro do véu, agora era oferecido de uma vez por todas pelo grande Sumo Sacerdote e, portanto, o local do rito simbólico foi desmembrado. Nenhum sangue de novilhos ou cordeiros é necessário agora, pois Jesus entrou através do véu com seu próprio sangue. Conseqüentemente, o acesso a Deus agora é permitido e é um privilégio de todo crente em Cristo Jesus. Não há um pequeno espaço aberto através do qual possamos espiar o propiciatório, mas o rasgo vai de cima a baixo. Podemos chegar com ousadia ao trono da graça celestial. Estaremos errados se dissermos que a abertura do Santo dos Santos desta maneira maravilhosa pelo grito expiratório de nosso Senhor foi o tipo de abertura das portas do paraíso a todos os santos em virtude da Paixão? Nosso sangrento Senhor tem a chave do céu; Ele abre e ninguém fecha; vamos entrar com Ele nos lugares celestiais e sentar-nos com Ele lá até que nossos inimigos comuns sejam postos por escabelo de Seus pés.

— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público