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Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite

Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.

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“E Ele foi um pouco mais longe, e prostrou-se com o rosto em terra, e orou”. — Mateus 26:39

Existem vários aspectos instrutivos na oração de nosso Salvador em Sua hora de provação. Foi uma oração solitária. Ele se afastou até mesmo de Seus três discípulos favoritos. Crente, esteja muito em oração solitária, especialmente em momentos de provação. A oração familiar, a oração social, a oração na Igreja não serão suficientes, são muito preciosas, mas o melhor tempero batido fumegará no seu incensário nas suas devoções privadas, onde nenhum ouvido ouve senão o de Deus.

Foi uma oração humilde. Lucas diz que Ele se ajoelhou, mas outro evangelista diz que Ele “caiu com o rosto no chão”. Onde, então, deve ser o TEU lugar, humilde servo do grande Mestre? Que pó e cinzas deveriam cobrir tua cabeça! A humildade nos dá um bom apoio na oração. Não há esperança de prevalência com Deus, a menos que nos humilhemos para que Ele possa nos exaltar no devido tempo.

Foi uma oração filial. "Aba, pai." Você encontrará uma fortaleza no dia do julgamento para pleitear sua adoção. Você não tem direitos como súdito, você os perdeu por sua traição; mas nada pode privar o direito de uma criança à proteção do pai. Não tenha medo de dizer: “Meu Pai, ouça meu clamor”.

Observe que foi uma oração perseverante. Ele orou três vezes. Não cesse até que você prevaleça. Seja como a viúva importuna, cuja vinda contínua conquistou o que sua primeira súplica não conseguiu. Continue em oração e observe-a com ação de graças.

Por último, foi a oração de renúncia. "No entanto, não como eu quero, mas como você quer." Renda-se e Deus cede. Deixe ser como Deus quiser, e Deus determinará o melhor. Contente-se em deixar sua oração nas mãos dele, que sabe quando dar, e como dar, e o que dar, e o que reter. Assim, suplicando com sinceridade e importunação, mas com humildade e resignação, você certamente prevalecerá.

— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público