Tema
FonteEspaçamento
Voltar ao Início

Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite

Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.

i
"Pois muito me alegrei quando os irmãos vieram e testemunharam da verdade que há em ti, assim como tu andas na verdade." — 3 João 1:3

A verdade estava em Gaio, e Gaio andou na verdade. Se o primeiro não tivesse acontecido, o segundo nunca poderia ter ocorrido; e se o segundo não pudesse ser dito dele, o primeiro teria sido um mero fingimento. A verdade deve entrar na alma, penetrá-la e saturá-la, caso contrário não terá valor. As doutrinas mantidas como uma questão de credo são como pão na mão, que não fornece nenhum alimento ao corpo; mas a doutrina aceita pelo coração é como um alimento digerido que, pela assimilação, sustenta e edifica o corpo. Em nós, a verdade deve ser uma força viva, uma energia ativa, uma realidade permanente, uma parte da trama e da urdidura do nosso ser. Se estiver em nós, não podemos mais nos separar dele. Um homem pode perder suas roupas ou membros, mas suas partes internas são vitais e não podem ser arrancadas sem perda absoluta de vida. Um cristão pode morrer, mas não pode negar a verdade. Agora é uma regra da natureza que o interior afete o exterior, à medida que a luz brilha do centro da lanterna através do vidro: quando, portanto, a verdade é acesa interiormente, seu brilho logo se irradia na vida e na conversa exteriores. Diz-se que o alimento de certos vermes dá cor aos casulos de seda que eles tecem: e da mesma forma o alimento do qual vive a natureza interior de um homem dá um colorido a cada palavra e ação que procede dele. Andar na verdade implica uma vida de integridade, santidade, fidelidade e simplicidade - o produto natural dos princípios da verdade que o evangelho ensina e que o Espírito de Deus nos capacita a receber. Podemos julgar os segredos da alma pela sua manifestação na conversa do homem. Seja nosso hoje, ó gracioso Espírito, ser governado e governado por Tua autoridade divina, para que nada de falso ou pecaminoso possa reinar em nossos corações, para que não estenda sua influência maligna à nossa caminhada diária entre os homens.

— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público