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Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite

Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.

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"Assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor." — Colossenses 2:6

A vida de fé é representada como receber – um ato que implica exatamente o oposto de qualquer coisa parecida com mérito. É simplesmente a aceitação de um presente. Assim como a terra bebe a chuva, como o mar recebe os riachos, como a noite aceita a luz das estrelas, assim nós, não dando nada, participamos gratuitamente da graça de Deus. Os santos não são, por natureza, poços ou riachos, são apenas cisternas nas quais corre a água viva; são vasos vazios nos quais Deus derrama Sua salvação. A ideia de receber implica um sentido de realização, tornando o assunto uma realidade. Não se pode muito bem receber uma sombra; recebemos aquilo que é substancial: assim é na vida de fé, Cristo se torna real para nós. Enquanto estivermos sem fé, Jesus é um mero nome para nós – uma pessoa que viveu há muito tempo, há tanto tempo que Sua vida é apenas uma história para nós agora! Por um ato de fé, Jesus se torna uma pessoa real na consciência do nosso coração. Mas receber também significa agarrar ou tomar posse. Aquilo que recebo torna-se meu: aproprio-me daquilo que é dado. Quando recebo Jesus, Ele se torna meu Salvador, tão meu que nem a vida nem a morte poderão roubá-lo de mim. Tudo isso é receber Cristo – tomá-Lo como dádiva gratuita de Deus; realizá-lo em meu coração e apropriar-se dele como meu.

A salvação pode ser descrita como o cego recebendo a visão, o surdo recebendo a audição, o morto recebendo a vida; mas não recebemos apenas essas bênçãos, recebemos o próprio CRISTO JESUS. É verdade que Ele nos deu vida dentre os mortos. Ele nos deu perdão dos pecados; Ele nos deu justiça imputada. Todas essas coisas são preciosas, mas não estamos contentes com elas; recebemos o próprio Cristo. O Filho de Deus foi derramado em nós, e nós O recebemos e nos apropriamos Dele. Que Jesus sincero deve ser, pois o próprio céu não pode contê-lo!

— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público