Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite
Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.
"O amor de Cristo nos constrange." — 2 Coríntios 5:14
Quanto você deve ao meu Senhor? Ele já fez alguma coisa por você? Ele perdoou seus pecados? Ele te cobriu com um manto de justiça? Ele colocou seus pés sobre uma rocha? Ele estabeleceu os teus passos? Ele preparou o céu para você? Ele te preparou para o céu? Ele escreveu o teu nome no livro da vida? Ele lhe deu inúmeras bênçãos? Ele guardou para ti um estoque de misericórdias que os olhos não viram e os ouvidos não ouviram? Então faça algo por Jesus digno de Seu amor. Não dê uma mera oferta verbal a um Redentor moribundo. Como você se sentirá quando seu Mestre vier, se tiver que confessar que não fez nada por Ele, mas manteve seu amor fechado, como um lago estagnado, sem fluir para Seus pobres ou para Sua obra? Fora um amor como esse! O que os homens pensam de um amor que nunca se manifesta em ação? Ora, dizem eles: “A repreensão aberta é melhor do que o amor secreto”. Quem aceitará um amor tão fraco que não o leve a um único ato de abnegação, de generosidade, de heroísmo ou zelo! Pense em como Ele o amou e se entregou por você! Você conhece o poder desse amor? Então deixe que seja como um vento forte e impetuoso em sua alma para varrer as nuvens do seu mundanismo e dissipar as névoas do pecado. “Pelo amor de Cristo”, seja esta a língua de fogo que pousará sobre você: “pelo amor de Cristo”, seja este o arrebatamento divino, a inspiração celestial para levá-lo ao alto da terra, o espírito divino que o tornará ousado como leões e rápido como águias no serviço de seu Senhor. O amor deve dar asas aos pés do serviço e força aos braços do trabalho. Fixados em Deus com uma constância que não deve ser abalada, decididos a honrá-Lo com uma determinação que não deve ser desviada e avançando com um ardor para nunca nos cansarmos, manifestemos as restrições do amor a Jesus. Que a pedra-ímã divina nos atraia para o céu em sua direção.
— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público