Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite
Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.
"As murtas que estavam no fundo." — Zacarias 1:8
A visão neste capítulo descreve a condição de Israel nos dias de Zacarias; mas sendo interpretado em seu aspecto voltado para nós, descreve a Igreja de Deus como a encontramos agora no mundo. A Igreja é comparada a um bosque de murtas que floresce num vale. Está oculto, despercebido, secretado; não cortejando nenhuma honra e não atraindo nenhuma observação do observador descuidado. A Igreja, tal como a sua cabeça, tem uma glória, mas está oculta aos olhos carnais, pois ainda não chegou o tempo de irromper em todo o seu esplendor. A ideia de segurança tranquila também nos é sugerida: pois o bosque de murtas no vale está calmo e calmo, enquanto a tempestade varre os cumes das montanhas. As tempestades exercem sua força sobre os picos escarpados dos Alpes, mas lá embaixo, onde corre o riacho que alegra a cidade de nosso Deus, as murtas florescem nas águas calmas, todas inabaláveis pelo vento impetuoso. Quão grande é a tranquilidade interior da Igreja de Deus! Mesmo quando enfrentada e perseguida, ela tem uma paz que o mundo não dá e que, portanto, não pode tirar: a paz de Deus que excede todo o entendimento guarda os corações e mentes do povo de Deus. A metáfora não retrata forçosamente o crescimento pacífico e perpétuo dos santos? A murta não perde as folhas, ela está sempre verde; e a Igreja em seu pior momento ainda tem um abençoado verdor de graça sobre ela; não, ela às vezes exibia mais verdura quando o inverno era mais rigoroso. Ela prosperou mais quando suas adversidades foram mais severas. Conseqüentemente, o texto sugere vitória. A murta é o emblema da paz e um símbolo significativo de triunfo. As sobrancelhas dos conquistadores foram amarradas com murta e louro; e a Igreja não é sempre vitoriosa? Não é todo cristão mais que vencedor por meio daquele que o amou? Vivendo em paz, os santos não adormecem nos braços da vitória?
— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público