Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite
Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.
"Eu vos ordeno, ó filhas de Jerusalém, se encontrardes o meu amado, que lhe digais que estou farto de amor." — Cântico dos Cânticos 5:8
Essa é a linguagem do crente que anseia pela comunhão atual com Jesus: ele está doente por seu Senhor. As almas graciosas nunca estão perfeitamente à vontade, a menos que estejam num estado de proximidade de Cristo; pois quando estão longe Dele, perdem a paz. Quanto mais perto Dele, mais perto da calma perfeita do céu; quanto mais perto Dele, mais cheio fica o coração, não apenas de paz, mas de vida, vigor e alegria, pois tudo isso depende do relacionamento constante com Jesus. O que o sol é para o dia, o que a lua é para a noite, o que o orvalho é para a flor, assim é Jesus Cristo para nós. O que o pão é para o faminto, a roupa para o nu, a sombra de uma grande rocha para o viajante numa terra cansada, assim é Jesus Cristo para nós; e, portanto, se não somos conscientemente um com Ele, não é de admirar que nosso espírito clame nas palavras do Cântico: “Eu vos ordeno, ó filhas de Jerusalém, se encontrardes o meu amado, digam-Lhe que estou farto de amor”. Este desejo sincero por Jesus tem uma bênção participando: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça”; e, portanto, supremamente bem-aventurados são aqueles que têm sede do Justo. Bem-aventurada é essa fome, pois vem de Deus: se eu não pudesse ter a bem-aventurança plena de ser saciado, buscaria a mesma bem-aventurança em seu doce brotar no vazio e na ânsia até que eu seja cheio de Cristo. Se eu não puder me alimentar de Jesus, será ao lado do céu ter fome e sede Dele. Há uma santidade nessa fome, pois ela brilha entre as bem-aventuranças de nosso Senhor. Mas a bênção envolve uma promessa. Esses famintos “serão saciados” com o que desejam. Se Cristo assim nos faz desejar a Si mesmo, Ele certamente satisfará esses anseios; e quando Ele vier até nós, como Ele virá, oh, quão doce será!
— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público