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Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite

Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.

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"Os cedros do Líbano que Ele plantou." — Salmo 104:16

Os cedros do Líbano são emblemáticos do cristão, na medida em que devem a sua plantação inteiramente ao Senhor. Isto é bem verdade para todo filho de Deus. Ele não foi plantado pelo homem nem por si mesmo, mas plantado por Deus. A mão misteriosa do Espírito divino lançou a semente viva num coração que Ele mesmo preparou para recebê-la. Todo verdadeiro herdeiro do céu possui o grande Lavrador como seu plantador. Além disso, os cedros do Líbano não dependem do homem para serem regados; eles estão na rocha elevada, não umedecidos pela irrigação humana; e ainda assim nosso Pai celestial os supre. Assim acontece com o cristão que aprendeu a viver pela fé. Ele é independente do homem, mesmo nas coisas temporais; para sua manutenção contínua, ele olha para o Senhor seu Deus, e somente para Ele. O orvalho do céu é a sua porção, e o Deus do céu é a sua fonte. Mais uma vez, os cedros do Líbano não são protegidos por nenhum poder mortal. Eles não devem nada ao homem pela sua preservação dos ventos tempestuosos e tempestade. São árvores de Deus, mantidas e preservadas por Ele, e somente por Ele. É precisamente o mesmo com o cristão. Ele não é uma planta de estufa, protegida da tentação; ele fica na posição mais exposta; ele não tem abrigo, nenhuma proteção, exceto esta, que as largas asas do Deus eterno sempre cobrem os cedros que Ele mesmo plantou. Como os cedros, os crentes estão cheios de seiva e têm vitalidade suficiente para permanecerem sempre verdes, mesmo em meio às neves do inverno. Por último, a condição florescente e majestosa do cedro é apenas para louvor de Deus. O Senhor, somente o Senhor, tem sido tudo para os cedros e, portanto, Davi muito docemente coloca isso em um dos salmos: “Louvai ao Senhor, árvores frutíferas e todos os cedros”. No crente não há nada que possa engrandecer o homem; ele é plantado, nutrido e protegido pela própria mão do Senhor, e a Ele toda a glória seja atribuída.

— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público