Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite
Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.
"Deleite-se também no Senhor." — Salmos 37:4
O ensino destas palavras deve parecer muito surpreendente para aqueles que são estranhos à piedade vital, mas para o crente sincero é apenas a inculcação de uma verdade reconhecida. A vida do crente é aqui descrita como um deleite em Deus, e assim somos certificados do grande fato de que a verdadeira religião transborda de felicidade e alegria. Pessoas ímpias e meros professores nunca consideram a religião algo alegre; para eles é serviço, dever ou necessidade, mas nunca prazer ou deleite. Se eles frequentam a religião, é porque podem ganhar com isso, ou então porque não ousam fazer o contrário. A ideia de deleite na religião é tão estranha para a maioria dos homens, que não há duas palavras em sua língua mais distantes do que “santidade” e “deleite”. Mas os crentes que conhecem a Cristo entendem que o deleite e a fé estão tão abençoadamente unidos que as portas do inferno não podem prevalecer para separá-los. Aqueles que amam a Deus de todo o coração descobrem que Seus caminhos são caminhos de delícia, e todos os seus caminhos são paz. Tais alegrias, tais deleites transbordantes, tais bem-aventuranças transbordantes, os santos descobrem em seu Senhor, que, longe de servi-Lo segundo o costume, eles O seguiriam, embora todo o mundo rejeitasse Seu nome como mau. Não tememos a Deus por causa de qualquer compulsão; a nossa fé não é um grilhão, a nossa profissão não é uma escravidão, não somos arrastados para a santidade, nem levados ao dever. Não, a nossa piedade é o nosso prazer, a nossa esperança é a nossa felicidade, o nosso dever é o nosso deleite.
O deleite e a verdadeira religião são tão aliados quanto a raiz e a flor; tão indivisível quanto a verdade e a certeza; são, na verdade, duas joias preciosas brilhando lado a lado em uma moldura de ouro.
"É quando provamos o Teu amor, Nossas alegrias crescem divinamente, Indizível como os acima, E o céu começa abaixo."
— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público