Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite
Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.
"Tu odeias a maldade." — Salmos 45:7
"Fique com raiva e não peque." Dificilmente pode haver bondade num homem se ele não estiver zangado com o pecado; quem ama a verdade deve odiar todos os caminhos falsos. Como nosso Senhor Jesus odiou quando veio a tentação! Três vezes o atacou de diferentes formas, mas sempre Ele o enfrentou com: "Para trás de mim, Satanás." Ele odiava isso nos outros; não menos fervorosamente porque Ele mostrou Seu ódio com mais frequência em lágrimas de piedade do que em palavras de repreensão; no entanto, que linguagem poderia ser mais severa, mais parecida com a de Elias, do que as palavras: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as casas das viúvas, e por pretexto fazeis longas orações." Ele odiava tanto a maldade que sangrou para feri-la no coração; Ele morreu para que pudesse morrer; Ele foi sepultado para que pudesse enterrá-lo em Seu túmulo; e Ele ressuscitou para que pudesse pisoteá-lo para sempre. Cristo está no Evangelho, e esse Evangelho se opõe à maldade em todas as formas. A maldade se veste com roupas bonitas e imita a linguagem da santidade; mas os preceitos de Jesus, como Seu famoso flagelo de pequenas cordas, expulsam-no do templo e não o toleram na Igreja. Assim também, no coração onde Jesus reina, que guerra existe entre Cristo e Belial! E quando nosso Redentor vier a ser nosso Juiz, aquelas trovejantes palavras: “Apartai-vos, malditos”, que são, de fato, apenas um prolongamento de Seu ensino de vida a respeito do pecado, manifestarão Sua aversão à iniqüidade. Tão quente quanto é o Seu amor pelos pecadores, tão quente é o Seu ódio pelo pecado; tão perfeita quanto é a Sua justiça, tão completa será a destruição de toda forma de maldade. Ó tu, glorioso campeão do certo e destruidor do errado, por esta causa Deus, sim, Teu Deus, te ungiu com o óleo da alegria acima de Teus companheiros.
— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público