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Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite

Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.

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"Quem nos dá ricamente todas as coisas para desfrutar." — 1 Timóteo 6:17

Nosso Senhor Jesus está sempre dando e nem por um instante solitário retira Sua mão. Enquanto houver um vaso de graça ainda não cheio até a borda, o óleo não será detido. Ele é um sol sempre brilhando; Ele é o maná sempre caindo pelo acampamento; Ele é uma rocha no deserto, sempre enviando correntes de vida do Seu lado ferido; a chuva de Sua graça está sempre caindo; o rio de Sua generosidade está sempre fluindo e a fonte de Seu amor está constantemente transbordando. Assim como o Rei nunca pode morrer, Sua graça nunca pode falhar. Diariamente colhemos Seus frutos, e diariamente Seus ramos se curvam às nossas mãos com um novo estoque de misericórdia. Há sete dias de festa em Suas semanas, e quantos forem os dias, tantos serão os banquetes em Seus anos. Quem já voltou de Sua porta sem ser abençoado? Quem já se levantou da Sua mesa insatisfeito, ou do Seu seio não embelezado? Suas misericórdias são novas todas as manhãs e renovadas todas as noites. Quem pode saber o número de Seus benefícios ou recontar a lista de Suas graças? Cada areia que cai do vidro do tempo é apenas o seguidor tardio de uma miríade de misericórdias. As asas das nossas horas estão cobertas com a prata da Sua bondade e com o ouro amarelo do Seu carinho. O rio do tempo traz das montanhas da eternidade as areias douradas de Seu favor. As incontáveis ​​estrelas são apenas os porta-estandartes de uma multidão ainda maior de bênçãos. Quem pode contar o pó dos benefícios que Ele concede a Jacó, ou dizer o número da quarta parte de Suas misericórdias para com Israel? Como exaltará minha alma Aquele que diariamente nos carrega de benefícios e que nos coroa de benevolência? Ó, que meu louvor pudesse ser tão incessante quanto Sua generosidade! Ó língua miserável, como podes ficar em silêncio? Acorda, peço-te, para que não te chame mais de minha glória, mas de minha vergonha. "Acordem, saltério e harpa: eu mesmo acordarei bem cedo."

— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público