Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite
Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.
"Quem nos abençoou com todas as bênçãos espirituais." — Efésios 1:3
Toda a bondade do passado, do presente e do futuro, Cristo concede ao Seu povo. Nas eras misteriosas do passado, o Senhor Jesus foi o primeiro eleito de Seu Pai, e em Sua eleição Ele nos deu interesse, pois fomos escolhidos Nele desde antes da fundação do mundo. Ele teve desde toda a eternidade as prerrogativas de filiação, como Filho unigênito e bem-amado de Seu Pai, e Ele, nas riquezas de Sua graça, por adoção e regeneração, elevou-nos também à filiação, de modo que Ele nos deu "poder para nos tornarmos filhos de Deus". A aliança eterna, baseada na fiança e confirmada por juramento, é nossa, para nosso forte consolo e segurança. Nos assentamentos eternos da sabedoria predestinadora e do decreto onipotente, os olhos do Senhor Jesus estavam sempre fixos em nós; e podemos ter certeza de que em todo o desenrolar do destino não há uma linha que milite contra os interesses de Seus redimidos. O grande noivado do Príncipe de A glória é nossa, pois é a nós que Ele está prometido, como as núpcias sagradas em breve declararão a um universo reunido. A maravilhosa encarnação do Deus do céu, com toda a incrível condescendência e humilhação que a acompanhou, é nossa. O suor de sangue, o flagelo, a cruz são nossos para sempre. Quaisquer que sejam as consequências felizes que fluam da obediência perfeita, da expiação consumada, da ressurreição, da ascensão ou da intercessão, todas são nossas por Seu próprio dom. Em Seu peitoral Ele agora leva nossos nomes; e em Suas súplicas autorizadas junto ao trono, Ele se lembra de nossas pessoas e defende nossa causa. Seu domínio sobre os principados e potestades, e Sua majestade absoluta no céu, Ele emprega para o benefício daqueles que nEle confiam. Sua elevada posição está ao nosso serviço tanto quanto estava Sua condição de humilhação. Aquele que se entregou por nós nas profundezas da angústia e da morte, não retira a concessão agora que está entronizado nos mais altos céus.
— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público