Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite
Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.
"Deixe-o beijar-me com os beijos da sua boca." — Cântico dos Cânticos 1:2
Por vários dias estivemos meditando sobre a paixão do Salvador, e por algum tempo ainda permaneceremos ali. Ao iniciar um novo mês, busquemos por nosso Senhor os mesmos desejos que brilhavam no coração do cônjuge eleito. Veja como ela salta imediatamente para Ele; não há palavras introdutórias; ela nem sequer menciona Seu nome; ela está imediatamente no centro de seu tema, pois fala dAquele que era o único Ele no mundo para ela. Quão ousado é o seu amor! foi muita condescendência que permitiu ao penitente choroso ungir Seus pés com nardo - foi o rico amor que permitiu à gentil Maria sentar-se a Seus pés e aprender com Ele - mas aqui, o amor, o amor forte e fervoroso, aspira a sinais mais elevados de consideração e sinais mais próximos de comunhão. Ester estremeceu na presença de Assuero, mas a esposa em alegre liberdade de amor perfeito não conhece o medo. Se recebemos o mesmo espírito livre, também podemos pedir o mesmo. Por beijos supomos que se pretendem significar aqueles variados manifestações de afeto pelas quais o crente é levado a desfrutar do amor de Jesus. O beijo da reconciliação que desfrutamos em nossa conversão, e foi doce como mel caindo do favo. O beijo da aceitação ainda está quente em nossa testa, pois sabemos que Ele aceitou nossas pessoas e nossas obras por meio de rica graça. O beijo da comunhão diária e presente é aquele que ansiamos para ser repetido dia após dia, até que se transforme no beijo da recepção, que remove a alma da terra, e no beijo da consumação que a preenche com a alegria do céu. A fé é o nosso caminhar, mas a comunhão sentida com sensatez é o nosso descanso. A fé é o caminho, mas a comunhão com Jesus é o poço do qual bebe o peregrino. Ó amante de nossas almas, não seja estranho para nós; deixe os lábios de Tua bênção encontrarem os lábios de nosso pedido; deixa que os lábios da Tua plenitude toquem os lábios da nossa necessidade, e imediatamente o beijo será efetuado.
— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público