Devocional Charles Spurgeon Dia e Noite
Leia o clássico devocional diário de Charles Spurgeon, com leituras inspiradoras para a manhã e a noite.
"Poderoso para salvar." — Isaías 63:1
Pelas palavras “salvar” entendemos toda a grande obra da salvação, desde o primeiro desejo santo até a completa santificação. As palavras são multum in parro: na verdade, aqui está toda a misericórdia numa só palavra. Cristo não é apenas “poderoso para salvar” aqueles que se arrependem, mas também é capaz de fazer os homens se arrependerem. Ele levará para o céu aqueles que crêem; mas Ele é, além disso, poderoso para dar aos homens novos corações e exercer fé neles. Ele é poderoso para fazer com que o homem que odeia a santidade a ame, e para obrigar o desprezador de Seu nome a dobrar os joelhos diante dele. Não, este não é todo o significado, pois o poder divino é igualmente visto no pós-trabalho. A vida de um crente é uma série de milagres realizados pelo “Deus Poderoso”. A sarça queima, mas não se consome. Ele é poderoso para manter Seu povo santo depois de tê-lo feito assim, e para preservá-lo em seu temor e amor até que consuma sua existência espiritual no céu. O poder de Cristo não reside em fazer um crente e então deixando-o mudar por si mesmo; mas Aquele que começa a boa obra continua; Aquele que transmite o primeiro germe de vida à alma morta, prolonga a existência divina e a fortalece até que rompa todos os laços do pecado, e a alma salte da terra, aperfeiçoada em glória. Crente, aqui está o encorajamento. Você está orando por algum ente querido? Oh, não desista de suas orações, pois Cristo é “poderoso para salvar”. Você é impotente para recuperar o rebelde, mas seu Senhor é Todo-Poderoso. Segure esse braço poderoso e desperte-o para exercer sua força. Seu próprio caso o incomoda? Não tema, pois Sua força é suficiente para você. Seja para começar com outros, seja para continuar a obra em você, Jesus é “poderoso para salvar”; a melhor prova disso está no fato de que Ele o salvou. Que mil misericórdias você não O achou poderoso para destruir!
— Charles Haddon Spurgeon (1834–1892) · Texto em domínio público